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Inverno

O saborear dos dias... com maior deleite e meticuloso vagar.

Inverno

A milagreira Quinoa

20.01.19 | Maria Rocha Soares

 

 

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Quinoa

 

Teremos de recuar imenso no tempo, para fazer uma ideia de quando a Quinoa começou a ser consumida pelo ser humano. Esta planta originária das montanhas dos Andes onde era plantada e conservada por quechuas e aymarás (povos da América do Sul), chegou "de repente até nós" como o Santo Graal da alimentação. E por quê?

A Quinoa é rica em proteínas, carboidratos, ferro, fósforo, cálcio, e fibras. Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, é um dos alimentos mais completos que existem. É também aconselhada aos intolerantes de glúten, tendo grande valor na prevenção das doenças cardíacas, cancro e Alzheimer. Fortalece o sistema imunitário, o sistema nervoso, reduz o apetite (e por isso transformou-se na adoração dos adeptos das dietas) os sintomas da TPM e, como se diria na gíria, só lhe falta falar. Porém... "nem tudo o que luz, é ouro!"

 

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Apesar de ser um alimento muito saudável e a incluir na alimentação, o seu consumo excessivo pode provocar alterações a nível gastro-intestinal e reduzir a absorção de alguns nutrientes. O excesso de fibra provoca, às vezes, flatulência, inchaço abdominal e dores no estômago.

Além de que alguns nutricionistas defendem que a Quinoa contém ácido fítico, o que pode reduzir a absorção de nutrientes importantes como o cálcio, ferro e o zinco”. Esse inconveniente, aliado às saponinas, compostos que servem de pesticida natural para as plantas, conferindo-lhes um sabor amargo, estão presentes na Quinoa. O que pode tornar-se tóxico para o ser humano, provocando alergias, irritando o intestino, principalmente em pessoas que já têm o intestino inflamado.

Assim:

Para reduzir alguns dos problemas da ingestão alargada da Quinoa, deve-se lavá-la, ou demolhá-la antes de consumir. Desta forma, consegue-se reduzir o teor de fitatos e saponinas. Deixando-a de molho durante umas horas, fará com que a sua digestibilidade aumente e os elementos nocivos desapareçam.

 

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No entanto:  A Quinoa é boa e devemos consumi-la. Mas, se pensarmos que milhares de toneladas deste alimento saem do Peru e da Bolívia para ir alimentar pessoas noutros países, que pagam exorbitâncias pelos benefícios dela, só porque é moda... talvez ponderemos se esses países mais pobres, não precisam mais dela do que os desenvolvidos.

 

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Bastou que em 2013 fosse considerada um superalimento e difundir actualmente que, com ela, se poderiam resolver alguns dos problemas alimentares futuros, para que a Quinoa fosse/seja elevada à condição de milagreira.

No fundo e não deixando de parte, de todo, a Quinoa, também nos podemos alimentar de muitas coisas que crescem próximas a nós, como: os frutos secos, vegetais de folha verde, cereais, (sementes de abóbora, girassol, linhaça, chia e cânhamo), gengibre - tantas outras coisas, que temos em abundância sem "retirar" em doses monumentais, a quem mais precisa, o seu elemento base. Até porque não é quem a produz que enche os bolsos, mas quem a comercializa que cria fortunas.

 

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Algo muito portante, também:

O impacto ambiental. A logística e o combustível necessários para transportar a quinoa para outros países. O lixo gerado pelas embalagens. Quando as marcas que a comercializam usam embalagens que são, maioritariamente, de plástico e por, vezes, enlatados.

 

 

 

 

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