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Inverno

O saborear dos dias... com maior deleite e meticuloso vagar.

Inverno

As Valquírias... (Valkyrja)

19.12.18 | Maria Rocha Soares

 

 

 

Post originalmente publicado em Janeiro de 2012

 

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FREYJA 

(Rainha das Valquírias)

 

 

Sob o nome de Valfreya (esta Deusa tríplice) comandava as Valquírias nos campos de batalha, reclamando para si, metade dos heróis mortos. Representada de escudo e lança, somente a metade inferior de seu corpo vestia o atavio solto habitual das mulheres. 

Freyja transportava os mortos em batalha, seus eleitos, até Folkvang, o seu palácio, local onde metade dos guerreiros vikings eram recebidos após terem morrido, com honra. Ali recebiam as boas-vindas de todas as donzelas puras e das esposas dos chefes, para poderem desfrutar da companhia de seus amantes e esposos depois da morte.

 

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Contava-se que os encantos e prazeres do castelo de Freyja eram tão sedutores, que as as mulheres nórdicas, às vezes, corriam para o meio da batalha quando seus amados eram mortos, na esperança de terem a mesma sorte. E quando não eram bem sucedidas, deixavam-se cair sobre suas espadas, ou... enquanto os seus amados eram consumidos pelas chamas, ardiam voluntariamente na mesma pira funerária.

As "almas" desses guerreiros eram levadas para Folkvang, onde passariam os seus dias a treinar-se em combates, desfrutando de grandes banquetes e orgias à noite. A contrapartida imposta era a protecção do castelo. Formariam, depois um exército, invencível até ao advento do Ragnarok, quando combatessem ao lado de Freyja.

 

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A outra metade, seguia para Valhala, o palácio de Odin. Embora, Freya  também seja seja regente da morte e Rainha das Valquírias, condutoras das almas dos mortos em combate, não era uma Deusa aterrorizante! A sua essência era o poder do amor e da sexualidade, embelezando e enriquecendo a vida. Cultivando as maçãs douradas de que se alimentavam os deuses, e conferindo-lhes a graça da juventude eterna.

Acreditava-se que Freya escutava a oração dos apaixonados e esses sempre a invocavam como protectora e aliada. Esta deusa, também ficou conhecida, não só como líder das Valquírias, mas pela sua conexão à Lua Nova e por ser possuidora da habilidade de voar.

 

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Vê-se vulgarmente, representada num género de quadriga, puxada por dois gatos brancos selvagens de nomes: Bygul(de Bee-gold, Abelha de ouro ou Ouro de Abelha) e Trjegul ( de Tree-gold, Árvore de ouro) que após servirem a Deusa por sete anos, foram, por ela recompensados, com a transformação em bruxas disfarçadas de gatos pretos. Os gatos eram os animais favoritos da Deusa Freyja

Diz o mito, que as valquírias frequentemente vinham ao mundo terreno em forma de um cisne, nadando em lagos tranquilos. Se um homem lhe roubasse a plumagem, enquanto se banhava, ela ficaria presa à terra e o homem podia desposá-la.

Porém, roubar e guardar a plumagem de uma valquíria de modo a "aprisoná-la" era possível. Somente para grandes heróis seriam capazes de tal proeza. Embora se diga, que existiram várias valquírias que se apaixonaram por homens mortais, grandes heróis.

 

Oração a Freyja

 

“Freya! Senhora das Idisis,da Fertilidade,do Poder,do Amor e da Paixão,
Ajude-me a encontrar meu caminho! Senhora da Mulheres, Deusa Suprema do Feminino, mostre-me a chave da Magia e Justiça!
Senhora dos Gatos e da Guerra, oriente-me nos momentos difíceis e me dê agilidade e coragem para superar meus obstáculos! Senhora da Riqueza, dai-me energia pura e restauradora do teu Amor.
Minha alma e coração te pertencem e honrarei teu nome eternamente!
Em nome do Fogo, do Ar, da Terra e da Água,
Poderosa Rainha dos Vanir, mais bela e querida entre todas as Deusas,
Derrame suas bênçãos sobre mim!”.

 

 

NORNAS

(Moiras, Parcas e Nornas)

 

 

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De entre as Valquírias havia uma, de nome Skuld ou Skald (a deusa do futuro) que além de valquíria era uma Norna. Skuld detém o controle de uma das maiores forças do universo: o Destino.

 

Para os Gregos: Eram três irmãs tecelãs, que num tear, teciam o fio do destino. Conforme o movimento da roda da fortuna, onde o teciam, os períodos de boa e má sorte iam e vinham, alternando-se, na vida de todos, inclusive dos deuses. Descrevem-nas com aspectos mórbidos e sinistros. Dentes e unhas grandes. Tinham como responsabilidade fabricar, tecer e cortar o fio da vida! Eram senhoras do destino dos deuses e dos homens. Tinham o poder de controlar a vida, do nascimento até a morte. Os seus nomes eram: Cloto, em grego "fiar", que segurava o fuso e tecia o fio da vida. Acompanhada de outras deusas também, exercia a sua influência nos partos. Láquesis, que em grego significa "sortear" enrolava o fio tecido, juntamente com outros deuses e sorteava a porção de ganhos em vida e a sua atribuição. Por fim... Átropos que em grego quer dizer "afastar", cortava o fio da vida e determinava o fim desta.

Os romanos: chamavam-nas de Parcas e os nomes gregos eram substituídos por: Nona, Décima e Morta. As suas funções eram presidirem a gestação e o nascimento. Crescimento e desenvolvimento e ao final da vida. Mas na morte, regiam apenas a vida dos humanos, não dos deuses.

 

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Na mitologia nórdica eram chamadas de Nornas, cabia-lhes controlar o destino, a sorte, o azar e a providência dos homens e dos deuses. Cumprir e conservar as leis que regiam a realidade do homem e a de outros seres. São representadas pela trindade feminina: a virgem, a mãe e a anciã (divindades muito faladas na série Guerra dos Tronos e não só)

Uro - representa o passado e era muito velha. Vivia a olhar para trás. Verðandi - representa o presente. É uma jovem que olha sempre para o agora e...

*Skuld que representa o futuro, cobria seu rosto com um capuz e carregava consigo um pergaminho fechado, que continha os segredos misteriosos do amanhã.