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Inverno

O saborear dos dias... com maior deleite e meticuloso vagar.

Inverno

Cartões de Natal II - O Fim do Ano

03.12.18 | Maria Rocha Soares

 

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Ainda não passou o Natal mas, do que se ouve falar, é da passagem do ano. Isto faz-me lembrar o semi sorriso que me aparece no rosto todas as semanas, sempre que uma sexta feira acontece e é a histeria geral!

As pessoas parecem viver, por metas. Como trabalham por metas. Impõem que ser melhor, ou pior pessoa depende de... aquilo, ou daquele outro. As pessoas, iludem-se e gastam-se! Esvaziam-se, à espera do fim de semana, a que imperiosamente sucede outra, que traz um novo e... quando dão por "ela", lamentam-se!

- Bolas! Já estou nos "entas..." ainda ontem era um jovem. O tempo passa a correr...

Não me digam. Eram jovens, ontem?! E quantas sextas feiras passaram desde lá, até darem (hoje), conta de que estão a ficar usados? É o mesmo com o passar dos anos. Vivem eufóricos o agendamento da próxima passagem de ano, não sem maldizer o Natal e que ainda é cedo para se falar dele.

E, ainda o Natal lá vem, reservam-se e gastam-se fortunas em destinos paradisíacos. Adquirem-se fatiotas e restantes acessórios, para brilhar...  Numa, noite! Em escassos minutos que muda a hora e o dia. A data... mas, tudo permanece igual. 

É outro ano, minha gente! Como é mais uma segunda feira; a seguir a um domingo, que foi precedido de um sábado, que uma sexta, antecedeu. E... fazem-se mil planos. Escrevem-se mil e quinhentas resoluções de "rentrée" , que raramente se cumprem!

De repente: Para-se! E olha-se para o espelho ou, simplesmente para as mãos. Para aquele lance de escada que antes se subia de, dois em dois, degraus... e quantos anos passaram? Quantas sextas feiras tiveram? E de que serviu tanta euforia. Tanto, plano? Se a vida transforma tudo em pó e dá a volta ao contexto, num piscar de olhos. 

Resoluções? Não faço nenhuma! Dias? Vivo todos de igual modo, sem abençoar um só e amaldiçoar os outros todos. Fins de ano, são para muitos (infelizmente) todos os fins de dia em que, para eles, já não amanhece. 

Para quê e por quê, este "culto" de passagem? Esta insanidade, global?

 

 

 

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