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Inverno

O saborear dos dias... com maior deleite e meticuloso vagar.

Inverno

Era um tratado...

02.12.18 | Maria Rocha Soares

 

 

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Completo de culinária e doçaria. Lembro-me de me deslocar especialmente para o comprar ao Chiado, na Livraria Portugal.  E porque já tinha vindo a perguntar por ele, sem sucesso, noutras que por ali se encontravam, vir depois orgulhosa e religiosamente com ele no saco, aconchegado debaixo do braço, rua abaixo, toda feliz. 

Já não me recordo quantas páginas tinha, de completa informação sobre tudo. Para cima, de muitas. Em baixo, a fotografia é da net e o livro está um pouco mal tratado, mas como se pode ver... versava o que era "imprescindível," a uma mulher, saber. 

 

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Comprei-o, porque adorava cozinhar. Decorar, fazer montes de peripécias que o livro (um clássico na altura) mostrava/ensinava. Custou-me a módica quantia de 300 escudos.

O meu, "ainda vive", em casa da minha mãe. Manusei-o, no outro dia. E, pelo visto, não passou de moda. Encontra-se numa edição moderna e disponível por 33, 52€  , mas será que a informação que presta, ainda está "conforme", para os tempos actuais? 

 

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"Uma verdadeira relíquia, um livro de todos os tempos, com informação não só de receitas, mas também como tudo o que envolve o mundo da cozinha, desde a preparação e organização de uma cozinha, compor uma mesa, como servir a refeição, postura a adoptar pela cozinheira(o), explicação sobre termos técnicos, pesos e medidas, serviços de vinhos etc, conselhos sobre ementas, regimes alimentares a adoptar nas diversas patologias, conselhos sobre que produtos comprar, e um mundo de receitas que completam as mil e muitas páginas deste maravilhoso livro." 

 

Cozinha tradicional Portuguesa

 

Mas, não foi só o Mestre Cozinheiro, que adquiri. Não, senhor! Comprei e tenho, o de Maria de Lurdes Modesto que também foi alguém que influenciou e revolucionou a nossa cozinha.  

 

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Mas, quem ainda se lembra do programa da Tele culinária do saudoso Chefe Silva  que eu adorava ver e ouvir? De uma senhora simpática, que nos ensinava a aproveitar os "restinhos" de seu nome, Filpa Vacondeus?

Era bom que os homenageássemos amiúde e os fôssemos tendo como referências, sem apenas nos reportarmos aos novos chefes, modernos restaurantes, estrangeirismos (tanto em termos...) como em formas de comer.

De certa forma, foram eles os percursores do "culto" pela cozinha e o exemplo do verdadeiro amor à sua arte. De vez em quando... ainda gosto de folhear estas preciosidades e de retirar delas receitas, tão especiais e boas que realmente traduzem o que é a alma do povo português.