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Inverno

O saborear dos dias... com maior deleite e meticuloso vagar.

Inverno

Palácio de Mateus (Exterior e Jardins)

06.12.18 | Maria Rocha Soares

 

 

 

 

 

 

Para falar e "ilustrar" esta publicação sobre a CASA DE MATEUS  (palácio) tenho de fazer, pelo menos, duas publicações tal a riqueza do exterior (jardins...) porque a casa (por dentro), optámos por não a visitar. 

Não vou dizer que quem viu uma casa destas as viu todas. Isso, seria uma perfeita idiotice; porque nenhuma história de família é igual a outra. Os gostos decorativos do mobiliário, ou da traça arquitectónica coincidem. Os pequenos e caprichosos recantos no interior, ou no maravilhoso jardim e arredores. 

 

(Todas as fotografias, são minhas e obedecem a direitos de autor) 

 

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E... acredite-se que no Jardim, principalmente um lugar em particular, deixou-me encantada! Além de que o Palácio de Mateus é considerado uma das mais bonitas casas do período barroco no nosso país!

 

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São dois dos exemplares existentes na propriedade, que nos cumprimentam logo à chegada. Para os quais,  olhamos (em altura) até nos doer o pescoço e a seu lado, parecemos pigmeus... 

 

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...que nos abismam, não só pela sua imponência, como pela antiguidade.

 

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Estava um dia que intervalava entre nuvens e sol, frio bastante, mas agradável para deambular por entre esta preciosidade... 

 

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A igreja e uma das partes laterais do Palácio que ilustrarei (mais me pormenor noutro post)

 

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Com  os pássaros por guia, alguns que como nós se encantavam com o que viam... muito poucos, felizmente, fez-se uma visita capaz e tranquila, sem sobressaltos ou muitas esperas para ir aos recantos de toda a propriedade, por estarem lá outros a fotografar. Foi muito pacífico e bom...

 

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No lado oposto a este sítio, está o lugar (que referi em cima) e que me deixou completamente fascinada.

 

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Ao vê-lo fui imediatamente transportada para as paisagens da Floresta Negra e daqueles Wallpapers que se vêem (procuramos, às vezes pela sua raridade) e... 

...ali, estava! Na minha frente um sítio onde fiquei alguns minutos apesar do gelo e da escuridão que vinha dali! Era-me impossível retirar os olhos desta pérola!

Um túnel "servido" por uma sóbria (clássica) e ampla escadaria de granito, de degraus amplos e altos, "constituído" todo ele de árvores antiquíssimas, aprumadas e alinhadas - lado a lado -, que cresceram e se foram estendendo de modo a formar esta "galeria" perfeitíssima, de ramos e matéria orgânica - folhagem e musgos -, onde o sol não entra!

Quedei-me, aqui...em contemplação e maravilha!

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Creio que, nem num dia muito solarengo, ali dentro entra luz.  Nada! Ou, muito, rara. Todo o "tecto" é ramagem impossível de destrinçar, deixando somente (muito reduzidas) e pequeníssimas nesgas de claridade que não iluminam! Certifiquei-me a observar com detalhe o "cerne"... escusado será dizer que de todos quem ficou "fã" deste "refúgio", fui eu. 

É sublime! Pode ter sido imaginado pelo homem para que resultasse em algo bonito e especial, mas penso que ultrapassou em muito as expectativas do seu "criador", porque a natureza superou-se a si e foi "gerando" algo majestoso e nada vulgar. Sinceramente nunca visto por mim em lado algum, semelhante, que não em filmes e cenários de (por exemplo) O Senhor dos Anéis. Gelo! Muito, mas muito frio, era o que soprava daqui para quem o olha e atravessa...

 

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Aqui as imagens com flash, de modo a que se perceba aquele "rendado" de ramos coesa mente entrelaçados uns, nos outros. 

 

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Não há muitas coisas que me arrebatem até ficar sem palavras. Apetecer-me chorar (já aconteceu, numa ou muito raramente outra situação). Aqui... eu regressaria aqui e ficaria ali, a granjear inspiração, sem olhar a horas para voltar!

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A parte do topo. Toda fechada... 

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Visto de baixo, para cima. Na frente está o jardim com o lago, já na parte traseira da casa/palácio (enorme) ao fundo. Há "coisas" ou direi melhor sítios, que me "chamam" para ir lá. Este, sem saber o que iria encontrar... talvez, também, me chamasse.

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Ao lado, este maravilhoso conjunto de lagos e de bucho trabalhado artisticamente.

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Há um outro sítio destes que está na "calha" para visitar. Também a Norte... onde as veneráveis maravilhas se erguem e a magia se esconde. 

 

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Outro gigante ancião...

 

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Para lá da beleza, grandiosidade e história, todos achámos estupidamente caro. Pagámos 8.50€ só, para visitar os exteriores. Sem direito a nenhuma "mordomia" ou outra acessibilidade (por exemplo, um mapa discriminativo do lugar). Sinalização elucidativa (pontos de interesse, curiosidades de quem construiu e por quê, e mais relevantes) do que se estava a ver. 

 

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Porque: Palácio e Jardim seriam 12,50€. Se bem que... encontrar-se ali uma biblioteca com seis mil volumes, onde podemos apreciar a célebre edição ilustrada dos Lusíadas de Luís de Camões de 1816, nos deixe hesitantes a pensar...  Com uma pena enorme depois, de não abrir (mais) os cordões à bolsa mas... éramos cinco!

E se quiséssemos "alinhar" na prova de vinhos, visita à Adega, prova de vinho do Porto, tudo que pretendêssemos... iria acrescendo euro, após euro, o que perfaria (no nosso caso cerca de 110€ ou mais). Para quem vem de longe, acho uma exorbitância!  Quase... "imoral".

Não se admite que a (nós) portugueses que queiram visitar o seu riquíssimo património cultural, seja devido pagar tanto.

Penso que nem na RegaleiraMonserratePalácio da Pena e outros (não estou a par dos preços actuais) se torne tão dispendioso. Embora tenhamos de contabilizar o destino (de onde vem)  quem visita. No entanto... lá fomos e adorámos o que se viu.

Quem terá visitado a casa, e já vi por aqui depois de ter publicado esta pequena "reportagem" quem a visitou, estará ainda em melhores condições para falar sobre esta jóia...serão fotos que abundam pela net e informação detalhada sobre a matéria. Mesmo que nada substitua a presença ao vivo, claro. 

Esta, é uma das inúmeras maravilhas que o nosso país (pequeno mas lindíssimo) alberga. Pena, como digo, que "os da casa" paguem como outro qualquer. Lástima, que não tivéssemos visitado a casa porque não somos abastados e separavam-nos muitos quilómetros do regresso "à casa" de partida.

 

publicado em 14/05/2018

Quarto Minguante

(Continua no próximo post...)