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Inverno

O saborear dos dias... com maior deleite e meticuloso vagar.

Inverno

Rosas de Halfeti

10.01.19 | Maria Rocha Soares

 

 

 

 

 

Post publicado originalmente em 04 de Novembro de 2015

 

As rosas negras de Halfeti... são tão lindas e exóticas, que parecem feitas de um pedaço de veludo, ou outro tecido delicado. Estas rosas são tão negras, que parecem ter sido pintadas com algum tipo de spray, ou tinta.


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Embora pareçam perfeitamente negras, possuem uma cor carmesim muito escura. São flores sazonais. Só crescem durante o verão em pequeno número e apenas na pequena aldeia turca de Halfeti, na região de Urfa.  

 

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Esta região tem uma história muito especial. É considerada uma terra sagrada pelas três grandes religiões monoteístas. Mesmo para a tradição Arménia, este lugar é importante, pois diz-se que o primeiro alfabeto arménio foi criado aqui.

Halfeti está localizado ao longo das margens do Eufrates e é precisamente a presença do rio que torna a terra adequada para receber esta variedade, única, de rosas. Graças às condições do solo, só existentes na região e aos níveis de pH da água subterrânea, as rosas assumem um tom sombrio. Chegam a florescer vermelho escuro, durante a primavera e enegrecem, durante os meses de verão.

 

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Os turcos locais parecem manter uma relação de amor e ódio, com estas flores raras. Consideram as flores símbolos de mistério, esperança e de paixão, mas também, são sinais de morte e de uma má notícia. Infelizmente, as rosas negras de Halfeti são, também, uma espécie em extinção. Estão ameaçadas desde a década de 1990, quando a barragem Birecik Dam foi construída no vilarejo

 


A antiga Halfeti e vários outros povoados foram submersos pelas águas do rio Eufrates, quando a barragem foi feita. A nova aldeia Halfeti foi reconstruida na aldeia Karaotlak, apenas 10 quilómetros da sua antiga localização. Esta curta distância, no entanto, provou ser fatal para as belas rosas negras.

Os aldeões replantaram-nas nos seus novos jardins, mas as flores não se deram muito bem, no seu novo ambiente. E houve um declínio considerável no número de rosas negras cultivadas na região. Mas os funcionários do distrito fizeram esforços para salvar as rosas.

Recolheram-nas de mudas de casas de aldeia e plantaram-nas mais perto de seu entorno original, em estufas. Desde então têm crescido um pouco mais, mas ainda em número muito reduzido, quando comparado ao do ambiente original.


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Há um outro nome pelo qual, esta espécie rosa é também, conhecida.  Essa denominação, é: Noiva árabe, ou beleza árabe. 

 

LENDA(S) DAS ROSAS NEGRAS

 

Primeira Lenda


Segunda a lenda, há muito tempo atrás, havia um vampiro muito apaixonado pela sua mulher. Ela também o amava mais do que tudo e os dois viviam num castelo maravilhoso, muito felizes.

Certo dia, a mulher teria saído pelos bosques à volta do castelo, para procurar rosas. No meio das roseiras, sem que ela se apercebesse, havia uma serpente muito venenosa que a picou, acabando por a matar no mesmo instante.

Como ela não regressava, o vampiro saiu para procura-la. Foi então que a encontrou no chão, morta, entre roseiras. Durante muitos dias tê-la-à chorado e as suas lágrimas, transformado-se em sangue, que acabou sendo absorvido pelas rosas que estavam em volta do corpo.

Coo tal, as rosas teriam ficado negras, da mesma forma, que o coração do vampiro empederniu. Por esse motivo, é que as roseiras se dão melhor com os climas mais frios, exactamente conforme a temperatura do corpo da mulher morta.


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 Segunda Lenda


Há muitos séculos atrás, enquanto ainda era jovem e humano, o Conde Drácula era cheio de vida. De sonhos e loucamente apaixonado por Natasha, uma moça muito bonita. A rapariga morava com os pais num castelo e estava noiva do Conde, que ia com frequência visita-la.

O casamento aconteceria assim que ele voltasse da última Cruzada e o casal estava feliz! Expressava essa felicidade e amor, passeando pelos jardins e campos. Ele costumava enfeitar-lhe os cabelos, com flores.

Certo dia, quando a partida do conde para a Terra Santa estava próximo, Natasha entrou por curiosidade, numa gruta que ficava próxima ao castelo. Segundo os relatos dos moradores da região, ali habitava um terrível dragão e a moça, não sabia a existência. No momento em que ela entrou, o dragão atacou-a, vindo a matá-la.

O Conde Drácula ouvindo os seus gritos de dor e pavor, dirigiu-se à gruta para a salvar. No entanto, era tarde de mais! O dragão já a havia devorado. 

Drácula ensandecido, caiu de joelhos perante a poça de sangue que os  restos dela tinham deixado, depois de matar o dragão! E ali permaneceu chorando, por vários dias. Quando se ergueu, reparou que se transformara. Era agora um homem frio, sem a pureza que antes havia no seu coração. E, onde estava o sangue da rapariga misturado com as suas lágrimas, crescia uma roseira selvagem. A cor das rosas era roxa, de tom muito escuro. A essas rosas, viriam a chamar-lhes, Rosas Príncipe Negro.

Quanto a Drácula, foi para as Cruzadas. Onde se tornou um vampiro cruel e o guerreiro (mais temido por todos) a, quem, mais tarde, conheceriam como o Príncipe das Trevas.

 

(fonte: Jornal da ciência)